Futsal Masculino

Vitória. Muitos a vêem como um objetivo a ser alcançado. Um prêmio pelo embate entre duas forças em busca desse mesmo objetivo. E então, aquela partida, aquele duelo, tem o peso de conquistar a tão desejada vitória. Muitos a vêem dessa forma.

Mas não nós.

A vitória, como nós entendemos, não começa e termina com o apito do árbitro. Ela é um processo e começou faz tempo.

Começou no primeiro treino que esse time realizou em 2018. Desde o calçar das chuteiras e o primeiro toque na bola, a nossa vitória esboçou sua forma. E cada treino a estamos buscando, intensamente, talvez descobrindo que o nosso limite estava muito além do que entendíamos; afinal, como podia nosso corpo esgotar as energias e ainda continuarmos intensos?

Se não há uma resposta certa, pelo menos há um bom palpite: aquele cara ali na lateral da quadra gritando sem parar. Fabinho. O cara que norteou e foi combustível para o caminho pelo qual passaremos nos parágrafos seguintes.

Pois, então, veio o CRIMI. Passamos meses treinando, construindo aquela tão sonhada vitória, e veio o jogo contra Souza. A vitória não veio. Seria esse o fim, é assim que acaba? A medalha de bronze era merecida, suada, mas não parecia o suficiente. Faltava algo.

Seguimos. Longos meses que na verdade voaram como dias até o Intermed, mas não sem mais treinamento. Incontáveis movimentações, jogadas ensaiadas, chutes, e aquele mesmo cara no máximo de sua intensidade nos colocando no máximo da nossa.

Estávamos voando...mas o Intermed foi cruel. No primeiro jogo, no início do sonho, fomos superados pelo que seria o campeão daquele ano: Terê. O segundo baque, dessa vez ainda mais pesado. Foi duro, difícil de digerir, mas ainda não parecia o fim.

Como dissemos, a vitória é um processo.

Os dois eventos de 2018 trouxeram, se não títulos, algo ainda mais valioso: o sentimento de família. Já não éramos mais amigos ou companheiros de um time. Passamos a suar e correr além do que aguentamos por quem estava ao nosso lado; passamos a vincular nossa felicidade e conquista pessoal ao que aquela família sentia e conquistava. E assim, se já havíamos aumentado os limites do corpo, descobríamos que esse ainda era capaz de ser superado, justamente por conta disso: família.

E essa família, também, incluía aquele cara na lateral da quadra. Técnico? Tá mais para pai mesmo. O ponto de união e equilíbrio dos vários irmãos que vestiam a mesma camisa.

Começou 2019 e essa família não queria saber de outra coisa. Treino, movimentação, tática, mais treino, mais intensidade. E o ano já nos trouxe algumas medalhas, que hoje vemos com outros olhos. A medalha de bronze do LUCA e a medalha de prata do CRIMI não são o fim: elas fazem parte do processo que construímos de vitórias. Isso mesmo, no plural, porque vencer não é mais um momento do jogo para nós. É rotina, costume. Somos uma família de vencedores.

A Família Futsal MedUFRJ não vai para o Intermed a passeio. Não conseguimos ir a uma competição senão em busca de fazer o que nos acostumamos: vencer. E essa vontade só vai acalmar quando a medalha de ouro estiver no peito de cada um. Uma só não; várias, porque nossa vontade é tornar isso uma rotina.

Muito obrigado a cada irmão que integra essa família. E, em especial, ao nosso mestre, combustível, norte, técnico Fabinho, por nos mostrar que isso tudo que temos sempre foi possível.

Que venha o ouro. VCTP.